Com Carol Rodrigues, Maurilio Martins e mediação de Rastricinha Dorneles. Mesa dedicada à escrita de si no cinema contemporâneo e às relações entre memória íntima e memória coletiva. A partir das obras dos convidados, a conversa investiga como experiências pessoais — familiares, afetivas ou autobiográficas — podem se tornar matéria narrativa e operar como formas de elaboração do passado. Quando o diretor entra em cena, quando a memória é assumidamente fabulada ou quando a nostalgia é tensionada, a narrativa deixa de ser apenas registro pessoal e passa a atuar como gesto político e construção de sentido sobre o tempo vivido. A mesa foi realizada no dia 11 de abril de 2026.
Os segundos atos são conhecidos por serem a parte mais desafiadora na escrita de um roteiro. Mas afinal, quais são os principais desafios e inquietações na construção dessa etapa tão crucial da narrativa? Vem descobrir com Carol Rodrigues, Maya-Da-Rin e Stefano Volp. Mediação de Natália Sellani. Atividade realizada em parceria com o Paradiso Multiplica, programa de difusão de conhecimento do Projeto Paradiso.
Os roteiristas e diretores Carol Rodrigues, Guto Parente e Rubens Rewald batem um papo sobre uma realidade que todo realizador enfrenta: o desafio de lidar com orçamentos limitados, não sobrecarregar a equipe e entregar uma produção de qualidade. Mediação de Rosa Caldeira.
Como começar no roteiro? Como permanecer numa área dominada pelo racismo e pelo machismo? Como conciliar o desejo artístico e as necessidades de trabalho com as pressões do mercado? Carol Rodrigues compartilha suas experiências e seus aprendizados numa conversa sobre os possíveis caminhos para se tornar uma roteirista. Foi mediada pela diretora e roteirista Larissa Fernandes.
Com: Anna Muylaert, Daniel Ribeiro e Carol Rodrigues / Mediação: Iana Cossoy Paro. A busca por novos protagonistas nos produtos audiovisuais brasileiros, levando em consideração a representatividade da diversidade, é o tema da mesa. A representação de negros, de mulheres e da diversidade LGBT nas séries e filmes nacionais tem ganhado espaço? Na mesa, essa questão e as ações afirmativas que têm mudado o panorama do audiovisual no país serão discutidas. Também será feita uma breve apresentação da APAN – Associação de Profissionais Negros do Audiovisual, que busca promover inserção profissional e garantia de direitos. A associação tem atuação nacional e busca iniciativas que valorizem a representação e representatividade negra no Audiovisual.
Com Priscila Barbosa , Valentine, Carol Rodrigues e Estela Rosa. Espaço de reflexão sobre como as relações de gênero agem sobre as vidas e corpos das mulheres, muitas vezes submetendo-as física e culturalmente à submissão e à invisibilidade como consequência de uma sociedade masculinista, caso elas se encontrem fora de determinados marcadores sociais.
Na abertura da 6a Mostra feminista (ago 2021), o debate contou com a participação das convidadas Mel Jhorge, Janaína Oliveira Re.Fem, Carol Rodrigues, Mariana Campos, Dévora MC e mediação de Day Rodrigues.
Na programação dos debates conceituais da 24a Mostra de Cinema de Tiradentes (2021), foi realizado o encontro “O que é uma personagem?”, reunindo três diretores/roteiristas para falarem sobre seus processos de criação: Gabriel Martins (MG), Carol Rodrigues (SP) e Lincoln Péricles (SP), sob mediação do pesquisador e cineasta André Antônio. A proposta foi de levantar questões sobre como as personagens começam a existir e quais elementos as compõem na concepção de cada participante.
Filmes-catástrofe costumam ser um filão de sucesso no cinema, sempre estimulando nossas capacidades de projetar fins de um mundo que parece estar sempre à beira do colapso. Vivemos um momento em que muitos desses filmes parecem ter migrado das telas para a vida comum. Que cinema um cotidiano catastrófico deve nos exigir produzir? Quais as novas distopias e utopias possíveis para o futuro próximo? Os convidados para o bate-papo serão os cineastas
Carol Rodrigues e Kleber Mendonça Filho, além da escritora e pesquisadora Ana Rüsche. Mediação da jornalista Flávia Guerra.
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O cinema tem a potência de redefinir o que é humano, o que nos comove, o que importa. Através da narrativa audiovisual podemos recriar o nosso passado, nos reestruturar no presente e inventar um futuro onde nós, pessoas negras e LGBTQIAP+, não seremos mais determinadas pela dor. Movida por esse desejo, entre 2014 e 2019, escrevi e dirigi três curtas-metragens protagonizados por mulheres negras: “A boneca e o silêncio” (2015), "A felicidade delas” (2019) e "Mãe não chora" (2019). Nesse artigo, escrevo sobre o processo de realização desses curtas.
As mudanças mais profundas no mercado de histórias foram provocadas por mentes femininas. Mulheres estão inovando em formatos, trazendo protagonismos antes invisíveis e ocupando um espaço que até recentemente era majoritariamente dos homens. Aqui, a escritora e roteirista carioca Renata Corrêa nos apresenta seis delas e seus trabalhos transgressores.
Em meio a cobertura da 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes, Pedro Krull entrou em contato com Carol Rodrigues para conversar sobre o seu curta A felicidade delas que fez parte da Mostra “A imaginação como potência” em Tiradentes em janeiro. Larissa Lisboa transcreveu a entrevista e propos retomar o contato com Carol para compartilhar um pouco mais sobre o trabalho e trajetória dela.
Estudo analisou gênero e raça em 15 anos do Grande Prêmio de Cinema Brasileiro; mulheres pretas não foram nem indicadas a 5 das 7 categorias às quais concorreram...
Em entrevista à GZH, Carol Rodrigues aprofunda as camadas políticas, afetivas e espirituais de Criadas, abordando racismo, colorismo, trabalho doméstico e memória familiar. O texto destaca a casa como microcosmo da sociedade brasileira, o fantástico como forma de materializar o passado que segue agindo no presente e a busca de Sandra pela imagem da mãe como gesto íntimo e coletivo contra o apagamento da memória negra.
Vencedor do Prêmio do Público na Mostra de São Paulo, Criadas é apresentado a partir das memórias pessoais que atravessam sua criação. A matéria aproxima a história de Sandra e Mariana das vivências da diretora e das atrizes, destacando racismo, colorismo, trabalho doméstico, fardos geracionais e a busca por afeto em meio a relações marcadas por violência e desigualdade.
A partir de Criadas, a Revista Raça discute como o afeto do “quase da família” pode mascarar exploração, humilhação e apagamento de direitos no trabalho doméstico brasileiro. O texto situa o filme como uma resposta à lacuna deixada por obras anteriores ao colocar mulheres negras no centro da direção, da atuação e da narrativa, fazendo da casa um arquivo vivo de violências, silêncios, ancestralidade e memórias que atravessam gerações.
A partir da memória, do trauma racial e da permanência da casa-grande no Brasil contemporâneo, o texto lê Criadas como um filme sobre as heranças que atravessam corpos, afetos e identidades negras. A destruição final da casa surge como gesto físico e simbólico contra uma arquitetura social que separa, fere e impede o reconhecimento entre mulheres negras.
A partir da ideia de “amor sujo”, a matéria apresenta Criadas como uma investigação sobre famílias atravessadas por afeto, exploração e hierarquias raciais. O texto destaca a contradição das domésticas “quase da família”, o recorte racial em diálogo com Que horas ela volta? e a casa como espaço onde as estruturas coloniais seguem organizando pertencimento, trabalho e violência.
Em entrevista com Mawusi Tulani e Ana Flavia Cavalcanti, o Papo de Cinema aborda a comida como ponte para memória, afeto e ancestralidade em Criadas. A conversa destaca como os sabores, os temperos e a cozinha ativam lembranças familiares, aproximam Sandra e Mariana e reconhecem o papel histórico das mulheres negras na construção da memória coletiva brasileira.
Em dois textos do Festival do Rio, Criadas aparece como um dos destaques da mostra Novos Rumos, unindo colorismo, racismo estrutural, memória familiar e realismo mágico em uma narrativa de forte potência política e estética. As matérias registram a recepção do filme no festival, sua origem íntima ligada à história familiar de Carol Rodrigues, o Troféu Redentor de Melhor Atriz para Ana Flavia Cavalcanti e Mawusi Tulani e sua chegada aos cinemas após a passagem pela Première Brasil.
A Revista de Cinema apresenta a estreia nacional de Criadas após sua trajetória em festivais, destacando prêmios, indicações, Sessão Vitrine Petrobras e o percurso de desenvolvimento do projeto. A matéria situa o longa como uma obra sobre colorismo, memória, herança colonial e subjetividades negras femininas, em que a casa se torna arquivo vivo de violências, silêncios e afetos, além de ressaltar o processo de produção com equipe majoritariamente negra, feminina e LGBTQIAP+.
A matéria destaca Criadas a partir da trajetória de Ana Flavia Cavalcanti, atriz nascida em Diadema, e de sua relação pessoal com os temas do filme. O texto apresenta o longa como uma obra sobre racismo, colorismo, memória familiar e pertencimento, ressaltando o protagonismo das atrizes, a circulação em cinemas de São Paulo, os prêmios no Festival do Rio e uma equipe majoritariamente negra, feminina e LGBT+.
O Cenas de Cinema lê Criadas como uma estreia em longa de grande sensibilidade, capaz de equilibrar naturalismo e uma dimensão histórico-fabular. A crítica destaca a qualidade do texto, a sinceridade do retrato, a força coletiva do elenco e a forma como o filme trabalha racismo, classismo e colorismo nas entrelinhas de relações familiares marcadas por afetos, submissões e violências cotidianas.
No Metrópolis, da TV Cultura, Carol Rodrigues e Ana Flavia Cavalcanti falam sobre Criadas e o reencontro entre Sandra e Mariana, primas criadas na mesma casa, mas marcadas por experiências opostas atravessadas pelo colorismo. O programa apresenta o filme como uma mistura de drama psicológico e realismo fantástico para abordar racismo estrutural, memória familiar e desigualdade no Brasil.
O texto do Cine Suffragette apresenta Criadas a partir de seus símbolos de memória, ancestralidade e colorismo, passando pela imagem inicial de A Redenção de Cam, pelo livro A Bolsa Amarela e pelos “fantasmas de carne e osso” da infância. A leitura destaca o duplo sentido do título, a hierarquia afetiva entre primas quase irmãs e a forma como o filme transforma a casa, a cozinha e os objetos em vestígios de uma história de exploração que ainda organiza o presente.
O Cinematografia Queer lê Criadas como uma obra assombrada por fantasmas que nunca deixaram de existir, em que memória, afeto e violência estrutural atravessam o reencontro entre Sandra e Mariana. O texto destaca a dimensão interseccional do filme, articulando raça, classe, gênero e sexualidade, além da representatividade queer integrada à narrativa e da força das atuações de Mawusi Tulani e Ana Flavia Cavalcanti.
O texto apresenta Criadas como um filme que parte da luta de classes brasileira, mas a desloca para outros prismas, atravessando memória, raça, família e heranças escravocratas. A casa onde Sandra e Mariana foram criadas surge como repositório de mágoas e silêncios, sustentado por ótimas interpretações e por uma dramaturgia introspectiva em que o silêncio também fala.
A partir de entrevista com Carol Rodrigues, a matéria apresenta Criadas como um filme sobre os fantasmas do racismo, do colorismo e do trabalho doméstico dentro da própria família. O texto destaca a origem pessoal da história, o longo processo de pesquisa, a casa como personagem e a busca por caminhos de afeto e amor apesar das violências herdadas.
Em entrevista ao vivo para a Record News, Criadas é apresentado em sua chegada aos cinemas após a passagem por festivais nacionais e internacionais. A conversa situa o filme a partir de sua origem pessoal, do reencontro entre Sandra e Mariana e dos fantasmas familiares ligados ao racismo, ao colorismo, ao trabalho doméstico e às memórias que atravessam a casa.
Em vídeo publicado no Gshow, Renata Boldrini apresenta Criadas, de Carol Rodrigues, ao público da editoria de filmes e cultura pop da Globo. A entrada funciona como indicação audiovisual do longa, ampliando sua circulação para um público mais amplo interessado em cinema brasileiro contemporâneo.
O Cinema Escrito apresenta Criadas como um cinema negro maduro, complexo e indispensável para pensar o Brasil contemporâneo. A crítica destaca a articulação entre raça, classe, colorismo, memória familiar e conflito doméstico, reconhecendo a força da estreia de Carol Rodrigues em longa-metragem, a potência das protagonistas e a casa como espaço fechado onde passado e presente seguem em disputa.
O CineFialho lê Criadas como uma obra sobre relações interpessoais, racismo e opressão de classe inscritas no espaço doméstico. A crítica destaca a casa como personagem central, marcada por memórias e fantasmas sociais, e valoriza a forma como o filme articula colorismo, ancestralidade, fantasmagoria e destruição simbólica do espaço opressor para imaginar outras formas de convivência.
A Matinal apresenta Criadas como um mergulho nas camadas do racismo estrutural, do colorismo e da memória familiar no Brasil. O texto destaca o reencontro entre Sandra e Mariana, a casa como arquivo vivo de violências e afetos, a presença da personagem Raquel como tensão afrodiaspórica e a mistura de drama psicológico, realismo fantástico e horror subjetivo.
Em Criadas, a casa é habitada por memórias mais assustadoras do que fantasmas. Entre quartos, cozinha e espaços de passagem, o filme revela como raça, classe, gênero e trabalho doméstico seguem organizando afetos, hierarquias e feridas dentro da própria família.
A Alma Preta apresenta o trailer de Criadas a partir da atmosfera sensorial e fantasmagórica do filme, marcada por memórias familiares, silêncios históricos e feridas abertas entre duas mulheres negras. A matéria destaca a mistura de drama psicológico, realismo fantástico e horror subjetivo para discutir colorismo, ancestralidade, pertencimento e as permanências do racismo estrutural nas relações brasileiras.
A matéria apresenta a estreia de Criadas pela Sessão Vitrine Petrobras, destacando sua trajetória em festivais, os prêmios, a indicação ao Africa Movie Academy Awards e o percurso de desenvolvimento do projeto. O texto situa o filme como uma obra sobre colorismo, memória familiar e acerto de contas afrodiaspórico, além de ressaltar as falas de Carol Rodrigues, das atrizes e da produção sobre ancestralidade, trabalho doméstico, pertencimento e um processo de realização mais horizontal.
A Black&CO apresenta a chegada de Criadas ao circuito comercial brasileiro, destacando as cidades de estreia, a trajetória em festivais e os prêmios conquistados pelo filme. A matéria situa o longa como uma obra sobre racismo estrutural, identidade, pertencimento e heranças escravocratas, além de ressaltar sua equipe majoritariamente negra, feminina e LGBTQIAP+.
A matéria apresenta o lançamento do trailer de Criadas e situa o filme dentro da Sessão Vitrine Petrobras, destacando sua estreia nacional em 11 de junho. O texto descreve a atmosfera sensorial e fantasmagórica do longa, em que drama psicológico, realismo fantástico e horror subjetivo atravessam temas como colorismo, memória, pertencimento, ancestralidade e heranças coloniais.
A matéria apresenta Criadas como o primeiro longa de ficção de Carol Rodrigues e destaca sua chegada aos cinemas a partir do reencontro entre Sandra e Mariana. O texto situa o filme como uma obra sobre memória, identidade, pertencimento e heranças familiares, atravessada por questões de colorismo, racismo estrutural e relações afetivas marcadas por desigualdades históricas.
O Admiradores da Sétima Arte apresenta Criadas a partir do lançamento do trailer e da estreia nacional pela Sessão Vitrine Petrobras. A matéria destaca a atmosfera sensorial e fantasmagórica do longa, em que drama psicológico, realismo fantástico e horror subjetivo atravessam temas como colorismo, pertencimento, ancestralidade e permanências do racismo estrutural nas relações brasileiras.
A crítica lê Criadas como um filme atravessado por muitas temporalidades, em que passado, presente, infância e ancestralidade disputam a vida de Sandra e Mariana. Embora faça ressalvas ao didatismo de alguns diálogos e metáforas, o texto destaca a força do realismo fantástico, dos símbolos visuais, das aparições infantis e das atuações de Ana Flavia Cavalcanti e Mawusi Tulani.
A partir de uma leitura psicanalítica e racial, o artigo analisa Criadas como um filme sobre memória, colorismo, apagamento e ancestralidade. O texto destaca a casa e os fantasmas como manifestações das violências coloniais que permanecem no presente, e a busca de Sandra pela fotografia da mãe como tentativa de reconstruir uma memória familiar sistematicamente silenciada.
Estamos em 2010. Os negros brasileiros estão navegando pela indústria cinematográfica em sua chamada terra natal, mas continuam sendo suas próprias ilhas. Há um apartheid não falado. Na maioria das vezes somos corpos solitários em ambientes dominados por brancos, apesar do fato de que as pessoas que se parecem conosco constituem a maior parte da população. Os festivais de cinema, que têm o potencial de ser um espaço para patrocinar uma série de representações das vidas que compõem a sociedade, permanecem em grande parte pálidas: nossas experiências são tornadas invisíveis ou transformadas em representações violentas. Estamos com sede.
Eu nada sabia sobre o primeiro filme da programação, A Felicidade Delas (2019), dirigido pela cineasta Carol Rodrigues. Realizado na cidade de São Paulo, aflitivo na representação de violências cotidianas presentes em um país autoritário, o filme apresenta uma situação agônica que ronda, no Brasil atual, aqueles que enfrentam o fascismo e lutam pelo direito à livre existência de seus desejos. Perseguidas pela polícia após participarem da Marcha Mundial das Mulheres, Ivy e Tamirys, duas jovens negras, fogem para o interior de um prédio abandonado, onde buscam algum lugar de refúgio.
“A Felicidade Delas” foi exibido na mostra temática do festival de Tiradentes, que tem na “imaginação como potência” a proposta de criar novos mundos para que as diversas formas de existência sejam plenamente viáveis. Não à toa, a aposta do filme culmina numa enchente dramatúrgica que, como numa tromba d’água, transborda as sensações das personagens visando construir outros caminhos para que novas configurações passem a ocupar aquilo que antes era solo infértil...
“A imaginação como potência” é a temática da curadoria da 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Dos sinônimos de imaginação: invenção, fantasia, ideia, sonho, criação. Dos sinônimos de potência: força, energia, influência, poder, comando, ereção. Dos filmes exibidos na sessão de curtas-metragens da mostra temática: o poder da imagem na criação de novos mundos. Ainda, o poder da imagem para a emergência das poéticas de existência de mundos possíveis (ou impossíveis). Formas de ver e inventar mundos, como diz Cezar Migliorin. Cosmopoéticas...
Filmes nacionais exibidos na 23ª Mostra de Tiradentes apontam para um 2020 com narrativas que tratam da esperança no futuro em meio ao caos. Tem realismo fantástico, paródia, afeto e sorrisos...
Força e presença se fizeram perceber na abertura da mostra “A imaginação como potência”, nesse sábado (25), quando, das quatro produções, três eram protagonizados por negros – e uma por um ameríndio. Em dois curtas, relações homoafetivas também estiveram no foco. Caso de “A Felicidade Delas”, dirigido por Carol Rodrigues, em que viaturas policiais assombram duas mulheres negras. “Nos meus filmes, busco formas de existência que deixem de ser periféricas e à margem e tornem-se centro”, comenta Carol. “A gente brinca que está vivendo uma primavera do cinema negro”, completa...
Na cobertura da I Semana de Cinema Negra, o texto aproxima Mãe não Chora e Notícias sobre São Paulo a partir das ausências que atravessam a vida urbana, a maternidade, o cuidado e as relações sociais no Brasil contemporâneo. Em Mãe não Chora, a rotina de Raquel expõe como a sobrecarga materna, a burocracia institucional e a ausência paterna recaem de forma desigual sobre mulheres negras.
Featuring brilliant cinematography and effective storytelling, Doll and silence is a moving short film by Brazilian director Carol Rodrigues: inquiring into social taboos and the consequent sense of loneliness that affect people, she demonstrates the ability to capture the subtle dephts of emotions, providing the viewers with such heightened and captivating experience: we are particularly pleased to introduce our readers to Rodrigues' captivating and multifaceted artistic production...
Em muitos almanaques sobre escrita de roteiro aponta-se que a jornada do herói clássica existe em função de um determinado dilema moral que, a partir do momento em que surge, transforma o homem em herói. O dilema de Michael Corleone em O Poderoso Chefão, por exemplo. Ou seja: é sabido e, mais do que isso, determinado pelas teorias, que o desenvolvimento de personagens homens (brancos e heteros, por consequência) seja pautado por uma complexidade subjetiva. Chego aqui então ao que move esse texto e a análise do curta metragem em questão: o desenvolvimento de mulheres enquanto personagens complexas...
O grande vencedor foi “A boneca e o silêncio”, de Carol Rodrigues. O filme foi nomeado Melhor Curta-Metragem pelo Júri Popular e pelo Oficial, recebendo um prêmio para cada categoria. A realização do 8º Entretodos é uma parceria entre as Secretarias Municipais de Direitos Humanos e Cidadania, (SMDHC), Cultura e Educação (SME) de São Paulo...
Marcela é uma adolescente negra da periferia de 14 anos. Perdeu a mãe quando ainda era criança, mora com o pai e os irmãos, e em casa é responsável pelos trabalhos domésticos. Marcela namora João e, juntos, se vêem diante de uma gravidez indesejada. Mas Marcela sabe a quem a gravidez indesejada afetará mais profundamente. Sabe que é a sua vida que nunca mais será a mesma. Diante da decisão do aborto, Marcela está sozinha frente a todas suas dúvidas e medos...